Aventura na Chapada Diamantina

Foi com imensa satisfação que o grupo Econativus aceitou o convite do grupo Bagaçados para conhecer a belíssima Chapada Diamantina, assim pode desfrutar das belezas daquela região e mais uma vez vir até aqui no portal relatar para você como foi esta aventura. Imagine várias horas em pleno contato com a natureza, podendo curtir durante 3 dias, belas cachoeiras, cavernas, tirolesas, escorregadeira nas pedras, trilhas noturnas e muito mais belezas naturais que nos deixam sem nenhuma dúvida em contato com o Criador.

A aventura na Chapada Diamantina foi mesmo fascinante e cheia de surpresas. Veja como foi.

Logo no primeiro dia, após devidas acomodações na cidade de Lençóis, inicio-se nosso primeiro Trekking. O lugar escolhido foi o Ribeirão do Meio, uma trilha leve, a 45 minutos da cidade, onde pudemos nos banhar nas águas de um maravilhoso poço, perfeito para nadar. Aos mais ousados do grupo, o atrativo foi a descida emocionante no tobogã natural de pedras, conhecido como “escorrega”, lugar muito bonito que proporciona grande diversão. Logo após o almoço subimos a trilha do Serrano, um complexo formado pelo Rio Lençóis, suas piscinas e caldeirões naturais. Subindo um pouco mais encontramos o Poço Halley, próximo do Salão de Areia. Logo acima podemos conhecer o Mirante com uma vista excepcional, a Cachoeirinha e a Cachoeira da Primavera. À noite a chuva abençoou os trilheiros.

No segundo dia, acordamos bem cedo para curtir a gruta da Lapa Doce, que faz parte de um complexo de cavernas calcáreas e está localizada no município de Iraquara a 17 km da cidade de Lençóis. Entramos na gruta com o guia em grupos de 12 pessoas que é o máximo permitido. Encontramos na gruta da Lapa Doce formações de rara beleza, inclusive o efeito sobre um espeleotema (formação de caverna) provocado pelo desmatamento na superfície, que permite a entrada de água com argila. O resultado percebido são tons avermelhados em contraste com o branco da calcita.

A tarde do mesmo dia nosso grupo pode curtir flutuações e tirolesa na Pratinha, também localizado no município de Iraquara, dentro da Fazenda Pratinha, formada por rochas sedimentares que datam de mais de um bilhão de anos. A gruta da Pratinha é de uma exuberância de tirar o fôlego. Suas águas, abundantes são de um tom azul transparente que refletem um brilho prata proveniente do fundo da gruta encoberto de pequenas conchas claras e rico em calcário e magnésio. Nas águas, vivem cerca de dez espécies de peixes visualizados a olho nu. Em sua entrada, uma lagoa de águas cristalinas possibilita o banho e a prática de esportes como a tirolesa e o caiaque. O passeio foi incrível, entramos acompanhados de um guia que conduziu nosso grupo formado por 6 pessoas todos com máscaras, snorkel (para respiração), nadadeiras, lanternas e, ousados como somos, levamos uma máquina digital para registrar todos os momentos de aventura dentro da gruta. Fizemos tirolesa na Pratinha, a altura é de doze metros e a distância percorrida são emocionantes 70 metros, até um mergulho refrescante nas águas daquela lagoa. Neste mesmo dia houve uma inesquecível trilha noturna onde foi possível ver a Cachoeirinha muito mais cheia que o normal, uma aventura fantástica!

Terceiro e último dia, o coração já começa a ficar apertado, pois o que é bom dura pouco mesmo. Constatamos isso! Chegou a hora de conhecer o tão esperado Morro Pai Inácio, localizado no município de Palmeiras, ao lado da BR-242. Se a intenção é poupar as pernas de longas caminhadas, faça como fizemos, sigam com o carro por uma estrada até uma torre de telefonia. De lá, sigam a pé por uma trilha bem marcada por mais 20 minutos. Curiosidade: o nome do morro, diz a lenda, refere-se a um feito heróico de Pai Inácio, escravo que namorava às escondidas com a filha do coronel Horácio de Matos. Perseguido pelos capangas do coronel, Pai Inácio teria subido o morro e, sem ter para onde fugir, pulado com um guarda-chuvas aberto. Segundo a tradição popular, o escravo conseguiu sobreviver e escapar pelo vale. Chegamos ao topo que tem 1.120 metros de altitude e 300 metros de altura e que possui uma visão de 360° da Chapada mais completa e bonita do local. Encantamo-nos com sua flora, composta por bromélias, orquídeas, cactos e musgos, em lugares mais improváveis para se desenvolver, como as fissuras das rochas.

Após descermos o Morro do Pai Inácio entramos pela trilha do Orquidário, uma trilha de fácil acesso que nos leva a Cachoeira do Pai Inácio com cerca de 3 m de altura e um poço de águas geladas, envolto em mata ciliar.
O passeio não acaba por aqui, ainda estava faltando no roteiro a tão esperada tirolesa e o rapel no Rio Mucugezinho do Poço do Diabo, que ganhou este nome por dois motivos: as águas avermelhadas do rio Mucugezinho e a fúria sanguinária dos coronéis do garimpo, que jogariam ali os escravos fugitivos. A trilha até o banho lá embaixo pode ser percorrida em meia hora, mas a área merece mais tempo para ser desfrutada. Há um ótimo poço para nadar e mergulhar, com pequenas corredeiras servindo de hidromassagem e que também recebe a visita de macaquinhos. Quem preferir pernoitar conta com a Pousada Ecológica Oásis, com acomodações em caverna. Todos que participaram desta aventura sabem mesmo valorizar a natureza e têm uma coisa em comum definiram a Chapada Diamantina como um lugar fascinante e desejam logo voltar a explorar aquele lugar e contar o quanto é bom estar em contato com a natureza e entre amigos.

Um grande abraço do Grupo Econativus